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Melhores pedais de boost para guitarra: Qual Levar?

Thiago Nunes da Silva
Thiago Nunes da Silva
10 min. de leitura

Encontrar o volume ideal para um solo ou dar aquele empurrão extra no amplificador valvulado é uma necessidade constante para qualquer guitarrista. O pedal de boost é a ferramenta secreta que resolve a queda de presença na mixagem e adiciona corpo ao seu timbre.

Este guia elimina as suposições e analisa as melhores opções do mercado, focando em como cada circuito interage com sua cadeia de sinal.

Decibéis e Headroom: Como Escolher o Ganho Certo?

Antes de escolher o modelo, você precisa entender a relação entre decibéis (dB) e headroom. A maioria dos pedais de boost oferece entre +10dB e +20dB de ganho. Se você toca em um amplificador com muito headroom (capacidade de se manter limpo em volumes altos), um boost alto aumentará apenas o volume percebido.

Isso é ideal para solos limpos onde você quer ser ouvido sem distorcer.

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Por outro lado, se o seu amplificador ou pedal de overdrive já estiver no limite da saturação, adicionar decibéis não aumentará drasticamente o volume. Em vez disso, ele aumentará a compressão e o sustain, criando um timbre mais gordo e saturado.

A escolha do ganho certo depende inteiramente de como você configura seu amplificador: como uma plataforma de pedal limpa ou como uma fonte de drive prestes a explodir.

Review: Os 9 Melhores Modelos Para Seu Setup

1. TC Electronic SPARK MINI BOOSTER Analog

Maior desempenho
RecomendadoAtualizado Hoje: 20/02/2026

TC Electronic SPARK MINI BOOSTER Pedal para guitarra/baixo...

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O TC Electronic Spark Mini é amplamente considerado o padrão da indústria para clean boost em formato compacto. Este pedal brilha pela sua capacidade de fornecer até +20dB de ganho sem colorir desnecessariamente o timbre original da sua guitarra.

Ele mantém a integridade do sinal, apenas fazendo tudo soar "maior" e mais presente. Para quem utiliza amplificadores valvulados, ele funciona maravilhosamente bem para empurrar as válvulas do pré-amplificador para uma saturação natural e harmônica.

A característica que realmente separa este modelo da concorrência é a função PrimeTime. Esta tecnologia permite que o footswitch funcione tanto como um interruptor tradicional (liga/desliga) quanto como um momentâneo (ativo apenas enquanto pressionado), dependendo de quanto tempo você segura o pé.

Isso é perfeito para guitarristas que precisam destacar apenas uma frase rápida ou um lick específico durante a música sem ter que sapatear duas vezes no pedalboard.

Prós
  • Tecnologia PrimeTime para acionamento momentâneo
  • Até +20dB de ganho extremamente limpo
  • Circuito analógico discreto que preserva o timbre
  • Tamanho ultra compacto que cabe em qualquer board
Contras
  • Não possui controles de equalização (apenas volume)
  • Pode ser transparente demais para quem busca coloração de timbre

2. AZOR Pure Boost Micro Clean True Bypass

Nossa escolha
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AZOR Pedal de efeito de guitarra Pure Boost Micro Clean Boost para gui...

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O AZOR Pure Boost é a escolha lógica para músicos que estão montando seu primeiro pedalboard ou precisam de uma solução de backup confiável e econômica. Apesar do tamanho diminuto e do preço acessível, ele entrega um aumento de volume considerável (+20dB) com um circuito True Bypass.

Isso garante que, quando o pedal está desligado, seu sinal passa direto sem sofrer perdas de agudos ou degradação, algo crítico em cadeias de sinal longas.

Embora seja vendido como um "Clean Boost", testes práticos revelam que ele adiciona um leve brilho aos agudos quando o botão de ganho passa das 12 horas. Para muitos guitarristas, isso é na verdade uma vantagem, pois ajuda a cortar a mixagem em situações de banda ao vivo.

Se você toca com humbuckers escuros e precisa de um pouco mais de clareza e ataque, este pedal pode revitalizar seu som melhor do que opções totalmente transparentes.

Prós
  • Excelente relação custo-benefício
  • Construção em metal resistente para o preço
  • Adiciona um brilho útil para guitarras escuras
Contras
  • Não é 100% transparente em configurações altas
  • Knob de volume pequeno pode ser difícil de ajustar no palco
  • Não inclui fonte de alimentação (padrão em mini pedais)

3. Sondery Pedal Boost Art Design Series

Custo-benefício
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Sondery Pedal Boost para Guitarra Elétrica E Baixo, Mini Pedal Booster...

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O pedal de boost da Sondery aposta em um diferencial visual dentro da categoria de pedais econômicos. Com um design gráfico distinto, ele busca atrair guitarristas que valorizam a estética do pedalboard tanto quanto a funcionalidade.

Em termos de som, ele opera como um booster de espectro completo, levantando todas as frequências da guitarra de forma relativamente uniforme. É uma ferramenta simples, com um único knob, destinada a resolver o problema de volume de forma direta.

Este modelo é ideal para quem busca simplicidade operacional. Não há menus, chaves ocultas ou EQ complexo. Você conecta, ajusta o nível desejado e toca. A construção é robusta o suficiente para gigs em bares e ensaios semanais.

No entanto, ele não oferece o mesmo nível de headroom que modelos profissionais, podendo introduzir uma leve distorção indesejada se usado com captadores de saída muito alta ou baixos ativos.

Prós
  • Estética diferenciada da série Art Design
  • Operação extremamente simples
  • True Bypass para manter a integridade do sinal
Contras
  • Headroom limitado com captadores de alta saída
  • Pode gerar ruído de fundo em volumes máximos

4. Behringer EQ700 Equalizer (Boost com EQ)

Bom e barato
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Behringer EQ700 Pedal para Guitarra com Equalizer...

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Embora tecnicamente seja um equalizador gráfico de 7 bandas, o Behringer EQ700 é frequentemente a arma secreta de guitarristas experientes para a função de boost. Ao contrário de um pedal de um botão que aumenta tudo, o EQ700 permite que você aumente apenas as frequências que importam.

Você pode usar o fader de "Level" para um boost geral de até +15dB, ou desenhar uma curva de "V" invertido para empurrar os médios, fazendo a guitarra saltar na frente da bateria e do baixo durante um solo.

Este pedal é perfeito para o guitarrista cirúrgico que não está satisfeito apenas com "mais volume", mas quer "melhor volume". Se o seu amplificador soa abafado, você pode cortar os graves e aumentar os agudos enquanto dá o boost.

A principal desvantagem é a carcaça de plástico ABS típica da Behringer, que exige um pouco mais de cuidado do que os tanques de metal de outras marcas. Além disso, ele não é True Bypass, o que pode ser positivo se você precisar de um buffer no final da cadeia.

Prós
  • Versatilidade inigualável com 7 bandas de equalização
  • Permite esculpir o timbre exato do solo (Mid Boost)
  • Preço extremamente acessível
Contras
  • Construção em plástico menos durável
  • Troca de bateria é complicada (exige remover o pedal da base)
  • LED indicador pode ser muito brilhante

5. ISET Pedal Booster Machete Analógico

O ISET Machete faz jus ao nome ao oferecer um boost com atitude, projetado para cortar a mixagem com agressividade. Diferente dos modelos puramente "clean", o circuito analógico do Machete tende a adicionar uma textura harmônica rica quando o ganho é elevado.

Ele funciona excepcionalmente bem na frente de amplificadores britânicos ou pedais de overdrive estilo Marshall, adicionando ganho e sustentação para linhas de lead rock e blues.

Este pedal é indicado para guitarristas que sentem que seu som limpo é muito estéril ou fino. O Machete engorda o sinal, adicionando uma leve compressão que facilita a execução de ligados e bends.

Ele possui controles de Bass e Treble separados, o que é uma vantagem enorme sobre os pedais de um botão, permitindo que você ajuste o boost para casar perfeitamente com diferentes guitarras, seja uma Stratocaster brilhante ou uma Les Paul escura.

Prós
  • Controles de EQ (Grave e Agudo) ativos
  • Adiciona caráter e corpo ao som (Dirty Boost)
  • Construção em liga de zinco durável
Contras
  • Não é ideal se você busca transparência absoluta
  • Design dos knobs pequenos pode dificultar visualização

6. ISET Pedal Booster Rocket Clean

Enquanto o modelo Machete foca em coloração, o ISET Rocket Clean tem como missão a transparência. Este pedal é projetado para amplificar o sinal da guitarra sem alterar a equalização original.

Se você passou horas configurando seu timbre base e adora o som exato da sua guitarra, o Rocket Clean é a ferramenta para fazer esse som ficar mais alto sem mudanças indesejadas nas frequências.

Ele é particularmente útil para músicos de jazz, country ou funk que dependem de timbres limpos e cristalinos. Sua operação de botão único torna o ajuste rápido e intuitivo durante apresentações ao vivo.

No entanto, deve-se notar que, como muitos mini pedais digitais/analógicos de baixo custo, ele pode ter um teto de headroom menor do que unidades premium, podendo clipar levemente se atingido por um sinal de entrada muito forte.

Prós
  • Alta transparência tonal
  • Pegada pequena no pedalboard
  • Operação simples e direta
Contras
  • Pode clipar com sinais de entrada muito altos
  • Pode gerar 'pop' no acionamento em alguns setups

7. Asixxsix Pedal Boost Mini Clean +10dB

O Asixxsix Mini oferece uma abordagem mais contida, com um limite de ganho em torno de +10dB. Para muitos, isso pode parecer pouco comparado aos +20dB dos concorrentes, mas na prática, +10dB é frequentemente o suficiente para destacar um solo sem causar um salto de volume assustador ou descontrolado.

Este ganho mais moderado permite um ajuste fino muito mais preciso no curso do botão.

Este pedal é ideal para uso doméstico, gravações em estúdio caseiro ou para guitarristas acústicos que precisam apenas de um leve levantamento no sinal para dedilhados. Sua natureza menos agressiva evita que você sobrecarregue acidentalmente a entrada de interfaces de áudio ou amplificadores digitais sensíveis.

É uma ferramenta de utilidade para balancear volumes entre guitarras diferentes durante um show.

Prós
  • Ajuste fino de volume mais preciso
  • Menor risco de feedback descontrolado
  • Ultra compacto e leve
Contras
  • Ganho insuficiente para empurrar amplificadores pesados
  • Marca genérica com controle de qualidade variável

8. Pedal Overdrive Genérico com Modos Boost e Normal

Este pedal híbrido oferece uma proposta de valor interessante ao combinar circuitos de Overdrive e Boost em uma única unidade ou através de modos selecionáveis. Ele é projetado para o músico que precisa economizar espaço e dinheiro, eliminando a necessidade de comprar dois pedais separados.

A função de boost aqui geralmente não é independente, mas sim uma extensão do circuito de drive, servindo para adicionar saturação e volume simultaneamente.

É a escolha recomendada para iniciantes ou para quem toca estilos como Classic Rock, onde a fronteira entre um som limpo alto e um som distorcido é tênue. A versatilidade é o ponto forte, permitindo ir de um leve crunch a um lead saturado.

Contudo, a falta de circuitos independentes pode limitar guitarristas que desejam usar o boost apenas no som limpo, sem coloração de drive.

Prós
  • Função dupla (Overdrive + Boost) economiza espaço
  • Ótimo para timbres de rock clássico
  • Custo-benefício para iniciantes
Contras
  • Falta flexibilidade de roteamento (Boost antes ou depois)
  • Qualidade do som pode ser inferior a pedais dedicados

9. M-VAVE MINI-EFX Multi-Efeitos com Módulo Boost

O M-VAVE MINI-EFX é uma estação de trabalho compacta que inclui boost, overdrive, distorção e outros efeitos em um chassi pequeno. Para o guitarrista moderno que faz busking (toca na rua) ou precisa de um setup ultra-portátil que caiba no bag da guitarra, esta é uma solução "tudo-em-um".

O módulo de boost é digital, o que oferece consistência e programabilidade, mas perde a resposta orgânica de toque dos circuitos analógicos.

A grande vantagem aqui é a integração. Você não precisa se preocupar com cabos de interconexão (patch cables) ou fontes de alimentação complexas. No entanto, por ser um sistema multi-efeitos digital de entrada, a conversão do sinal pode introduzir alguma latência imperceptível para a maioria, mas notável para puristas, além de soar um pouco mais "frio" do que um boost analógico tradicional.

Prós
  • Solução completa com múltiplos efeitos
  • Portabilidade extrema para viagens
  • Saída de fone de ouvido para prática silenciosa
Contras
  • Sinal digital pode soar artificial
  • Interface de usuário pode ser complexa em palco escuro
  • Dificuldade de ajuste rápido "on the fly"

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Clean Boost vs Dirty Boost: Entenda a Diferença

A distinção entre Clean Boost e Dirty Boost é fundamental para moldar seu som. O **Clean Boost** (como o TC Spark Mini e o ISET Rocket) foca na transparência total. Seu objetivo é aumentar a amplitude do sinal sem alterar a equalização.

É como se você simplesmente tivesse um amplificador muito mais potente. É ideal para jazz, funk e para quem usa a distorção do amplificador e quer apenas mais volume.

Já o **Dirty Boost** (como o ISET Machete ou Treble Boosters clássicos) colore intencionalmente o sinal. Eles costumam cortar graves (para evitar som embolado) e adicionar médios e agudos, além de introduzir uma leve saturação harmônica.

Esse tipo de pedal é mágico para guitarristas de rock e blues que querem que seus solos "cantem" com mais sustain e uma textura rica que corta a mixagem.

Posicionamento: Antes ou Depois do Drive?

  • Antes do Drive (Ganho): Colocar o boost no início da cadeia, antes dos pedais de overdrive e distorção, não aumentará muito o volume final. Em vez disso, ele saturará o pedal seguinte, criando mais distorção e sustain. Use assim para timbres mais pesados e fluidos.
  • Depois do Drive (Volume): Se o seu objetivo é aumentar o volume para um solo sem mudar a quantidade de distorção, o boost deve ir no final da cadeia de ganho (logo antes do delay/reverb) ou no FX Loop do amplificador. Isso garante um salto de volume limpo e perceptível.

True Bypass é Essencial em Pedais de Boost?

O debate sobre True Bypass é intenso, mas a resposta depende do seu setup. O True Bypass (presente no AZOR e TC Electronic) garante que o pedal não afete seu timbre quando desligado.

Isso é excelente para setups pequenos com cabos curtos. No entanto, se você usa muitos pedais e cabos longos (mais de 6 metros no total), um pedal com Buffer (como o Behringer ou pedais da Boss) pode ser melhor para restaurar a perda de agudos.

Para a maioria dos mini pedais de boost modernos, o padrão é True Bypass. Se você notar que seu som perdeu brilho ao montar o board, considere adicionar um buffer dedicado no início da cadeia, permitindo que seus pedais de boost True Bypass operem sem degradar o sinal.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Posso usar um pedal de equalizador como boost?
O boost funciona bem em amplificadores transistorizados?
Qual a diferença entre um pedal de Overdrive e um Boost?
Preciso de uma fonte isolada para mini pedais de boost?
O pedal de boost serve para violão acústico?

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